quarta-feira, 4 de maio de 2016

Chá Literário 
Lendo nas Ruas 
Gênero Textual: POEMAS 

             Objetivo da noite é destacar a importância da vivência poética para a criança, bem como a grande relevância do trabalho com a poesia na escola, tendo em vista a formação do leitor crítico, atuante, construtor de múltiplos significados. No que se refere à formação integral do leitor, ressalta-se a necessidade do trabalho com os gêneros textuais em sala de aula, enfatizando seus usos e funções sociais. Assim, a poesia é destacada pelas múltiplas possibilidades que oferece, por perpassar vários gêneros, por trabalhar a subjetividade. No entanto, faz-se necessário refletir sobre como a poesia tem sido abordada em sala de aula. 

          Para iniciarmos a noite, os repentistas farão a abertura do momento. 

          OS REPENTISTAS 



         O Chá Literário está na sua IV edição, com o tema LENDO NAS RUAS, que esse ano vem abrangendo os vários gêneros textuais, e essa noite o gênero será POEMAS.  

          Muitos professores trabalham com a poesia infantil por ela ser geralmente curta e de fácil aplicação em sala de aula e, por apresentar estruturas que brincam com o ritmo e a musicalidade, torna-se muito atrativa às crianças, sendo uma categoria textual capaz de despertar leitores de qualquer faixa etária. Embora todos esses motivos sejam relevantes, estes não constituem a principal razão que nos levou a destacar o poema como um gênero privilegiado da literatura a ser estimulado em sala de aula.        A poesia, antes de tudo, é a transfiguração da realidade em expressão de beleza e de contemplação emocional. Ela desperta a sensibilidade e os valores estéticos. Aprimora as emoções e a sensibilidade, aguça sensações. Brinca com múltiplos significados, materializa o prazer, torna a criança receptiva às manifestações de beleza.  
         A poesia exige introspecção porque joga com múltiplos sentidos, realçando signos e significantes. O poema demanda de seu leitor um olhar mais atento, uma ativa mobilização do lado intelectual e afetivo, requerendo um entrelaçamento contínuo de emoções e desejos, juízos e considerações. Incompatível com a passividade, a poesia leva a criança a se perceber como sujeito construtor de significados, aquele que não se contenta com as versões recebidas, mas que questiona e transforma a realidade interior e exterior. Na criança, a poesia pode ser a centelha que deflagrará o encantamento, a inspiração, a fantástica capacidade de surpreender-se, de maravilhar-se. A poesia propõe a abertura para as diferenças. É um jogo com os sons, os ritmos, os conceitos, as experiências.  


           Na verdade, desde muito cedo, a criança já entra em contato com a linguagem poética, materializada através de diversas manifestações, como as cantigas de roda, acalantos, trava-línguas, parlendas, adivinhas, lenga-lenga etc. Muitas vezes, a criança já chega à escola com um riquíssimo repertório de linguagem poética. O uso que a escola fará desta bagagem que a criança traz consigo será determinante no processo de formação do leitor e de sua experiência com o texto poético.  

           Vinícius de Moraes, conhecido Poetinha, apelido dado por Tom Jobim, ficou famoso por seus sonetos e poemas. Notável conquistador, adepto de uma vida boêmia. Sua obra é vasta e estende-se a literatura, teatro, música e poesia. 

          RECITAL 


           O fato de escolher a poesia como gênero textual se deve a ocorrência nos livros didáticos e por constatar que os textos poéticos estão presentes nas primeiras relações da criança com a leitura no espaço escolar. No decorrer desta investigação, na observação atenta dos livros de língua portuguesa do ensino fundamental, as turmas dos 2ºs anos ficaram responsáveis no repasse das informações para o público presente, público esse composto de alunos, pais, toda comunidade e comunidade escolar  e convidados. 




        E ainda falando em Vinicius de Moraes  e suas produções literárias, destacamos o seu primeiro livro O caminho para a distância (1933), que surpreendeu os críticos apesar dos 19 anos de idade de Vinicius; o livro de prosa/poesia Para viver um grande amor (1962); e o Livro de sonetos (1967), reunião de sonetos escritos ao longo de 30 anos pelo poeta, ele também  preparou com o amigo Toquinho a peça A Arca de Noé, um espetáculo infantil, que aqui será apresentado em forma de um pequeno musical. 

           MUSICAL 




           Com regularidade aparecem nos livros didáticos poemas de José Paulo Paes, Elias José, Vinícius de Moraes, Cecília Meireles por exemplo. Embora sejam nomes consagrados dentro da produção literária infanto-juvenil, cujas obras são de qualidade indiscutível, é bom chamar a atenção para o fato de que, sendo a escola um espaço privilegiado de formação de leitores, é imprescindível que ela ofereça diversidade de autores e textos.        Na maioria dos casos, é na escola que a criança tem seu primeiro encontro com a literatura infantil e infanto-juvenil.  

OS FANTOCHES 


E o que é um soneto!?  É um poema de forma fixa. Tem quatro estrofes, sendo que as duas primeiras se constituem de quatro versos, cada uma, os quartetos, e as duas últimas de três versos, cada uma, os tercetos. Todos eles têm dez sílabas poéticas, classificando-se como decassílabos. Os sonetos costumam ter uma estrutura semelhante. O texto começa com uma introdução, que apresenta o tema, seguida de um desenvolvimento das ideias e termina com uma conclusão, que aparece no último terceto. Essa é, em geral, a estrofe decodificadora de seu significado. 
E porque não ouvirmos um soneto agora!? Um dos sonetos mais conhecidos de Vinicius de Moraes, recitado pelas professoras Aldenôra Neris e Elaine Cristina.( Soneto de Fidelidade). 
 
"São demais os perigos desta vida Pra quem tem paixão principalmente Quando uma lua chega de repente E se deixa no céu, como esquecida E se ao luar que atua desvairado Vem se unir uma música qualquer Aí então é preciso ter cuidado  Porque deve andar perto uma mulher..." 



            A leitura é a experiência que proporciona as condições para a elevação e crescimento do indivíduo, desenvolvendo a reflexão, o questionar, contribuindo para a formação do espírito crítico e para a emancipação do sujeito. É fonte inesgotável de prazer, de conhecimento, emoções e experiências. Por todos estes motivos e tantos outros é que a poesia deve ser trabalhada em sala de aula, cabendo ao professor abrir os portais deste mundo tão encantador, deixando seus alunos sedentos e ávidos por novas leituras. Entusiasmados. Ansiosos. Fascinados. Deslumbrados.
Maravilhados. Apaixonados... O PROFESSOR TEM ESSE PODER. 
             

            Poemas de Vinicius que marcam e marcaram épocas, serão apresentados pelos alunos responsáveis ela noite de hoje, são eles: 

 A CASA  


 AS BORBOLETAS 




            Convido Vércia para dar continuidade  a programação da noite...







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terça-feira, 26 de abril de 2016


Chá Literário
Lendo nas Ruas
Gênero Textual: Contos 




Sejam todos e todas bem-vindos a nossa IV edição do Chá Literário da Escola Marta Bezerra de Medeiros, que esse ano tem como tema Lendo nas Ruas, o objetivo do projeto é levar cultura e leitura a comunidade lajense, como uma forma de informação e entretenimento e para os alunos selecionar e oferecer uma diversidade de gêneros textuais, como temáticas expressivas para a realidade, além disso, os gêneros escolhidos estão de acordo com a escolaridade e a faixa etária dos mesmos. Pois, é papel da escola possibilitar ao aluno o domínio do gênero, primeiramente, para melhor conhecê-lo ou apreciá-lo, de modo a ser capaz de compreendê-lo, produzi-lo na escola e fora dela. Desse modo, será possível desenvolver momentos significativos e prazerosos com a leitura não só na sala de aula, mas em toda comunidade lajense.
Portanto, ao adotar o trabalho com os diversos gêneros, a Escola Marta Bezerra de Medeiros, está contribuindo para uma mudança na perspectiva da leitura e da produção textual, fugindo ao tradicionalismo. E para abrilhantar essa noite convido a vice diretora da Escola Municipal Monsenhor Vicente de Paula para contribuir com esse momento. 


O CONTO é uma obra de ficção, um texto ficcional. Cria um universo de seres e acontecimentos de ficção, de fantasia ou imaginação. Como todos os textos de ficção, o conto apresenta um narrador, personagens, ponto de vista e enredo. Classicamente, diz-se que o conto se define pela sua pequena extensão. Mais curto que a novela ou o romance, o conto tem uma estrutura fechada, desenvolve uma história e tem apenas um clímax. Num romance, a trama desdobra-se em conflitos secundários, o que não acontece com o conto. Por outro lado, o conto é um gênero literário que apresenta uma grande flexibilidade, podendo se aproximar da poesia e da crônica. Os historiadores afirmam que os ancestrais do conto são o mito, a lenda, a parábola, o conto de fadas e mesmo a anedota. 

Nesse momento abriremos um parêntese para fazer uma homenagem a Luís da Câmara Cascudo (Natal, RN, 30 de dezembro de 1898 - Natal, RN, 30 de julho de 1986) que foi um folclorista, historiador, antropólogo, advogado e jornalista brasileiro. Pertencente a uma família rica potiguar, Câmara Cascudo tornar-se talvez o mais importante pesquisador da etnografia e do folclore brasileiro. 
Exerceu várias profissões públicas, entre as quais professor, diretor de escola, secretário do Tribunal de Justiça e consultor jurídico do estado. Iniciou o curso de medicina, mas desistiu deste e acabou por se formar em Direito na velha faculdade do Recife.
Ao desejar ser jornalista, seu pai, um homem rico, instalou o jornal A Imprensa para seu filho, que neste mantinha uma coluna onde escrevia observações sobre a gente e a cena cultural de Natal. Iria colaborar posteriormente em vários outros jornais de capitais brasileiras, em especial no Recife. 


As histórias ou CONTOS com repetição
Crianças pequenas aprendem sobre a vida por meio da repetição e gostam de rever e refazer caminhos, gestos, descobertas. Com a linguagem, não é diferente. As histórias com repetição oferecem às crianças a possibilidade de imaginar acontecimentos, que ocorrem de forma muito parecida, diversas vezes em uma mesma narrativa. Por meio desse movimento repetitivo da estrutura do texto, as crianças têm a oportunidade de compreender melhor a narrativa e de se apropriar de seu texto, chegando, muitas vezes, a realizar leituras autônomas dessas histórias. Portanto, deve haver lugar no dia a dia das crianças para que elas ouçam histórias com repetição. É um bom momento para fazê-las aprender mais sobre a nossa língua.

Conto com repetição
O CÉU ESTÁ CAINDO 



Os contos tradicionais do Brasil, de Luís da Câmara Cascudo, reúne cem histórias populares, colhidas diretamente na boca do povo brasileiro. Histórias de pobretões que conseguem a mão de princesas, de demônios logrados pela astúcia feminina, de assombramentos, de tratados com a morte, de criminosos denunciados pelo canto de um pássaro, de enigmas cuja resolução significa a riqueza. E para esse momento teremos um dos contos de Câmara Cascudo, AS TRÊS VELHAS.
AS TRÊS VELHAS
Contos de fadas 












Os CONTOS DE FADAS são uma variação do conto popular ou fábula. Geralmente é uma narrativa curta cuja história se reproduz a partir de um motivo principal para transmitir conhecimento e valores culturais de geração para geração, transmitida oralmente, onde o herói ou heroína tem de enfrentar grandes obstáculos antes de vencer o mal. O leitor encontra personagens e situações que fazem parte do seu cotidiano e do seu universo individual, com conflitos, medos e sonhos. A rivalidade de gerações, a convivência de crianças e adultos, as etapas da vida (nascimento, amadurecimento, velhice e forte), bem como sentimentos que fazem parte de cada um (amor, ódio, inveja e amizade) são apresentados para oferecer uma explicação do mundo que nos rodeia e nos permite criar formas de lidar com isso.
*Teremos a participação da nossa vice-diretora Vércia Natália, contando contos. 


*Nesse momento uma apresentação, onde nos remete a lembrar dos príncipes e princesas dos muitos contos de fadas. 







Para encerrar a nossa noite teremos a participação do grupo de Pagode, O PAGODE MOLEKE 




E desde já agradecemos a presença de todos e em especial aos 3ºs anos responsáveis pela programação da noite, as vice-diretoras Vercia e Vanessa

 A Tavinho que não mede esforços para está conosco em todos os momento, a Luquinha que não nos abandona, toda equipe da escola marta Bezerra, aos pais e a comunidade local.























Até o próximo Chá!!!!

Rua Tabelião João Gomes